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Blog da Clínica Vitalità

Clínica de Reabilitação Integrada

Por que meu filho não aprende?!

Cute Boy looking through the window

Hoje em dia está mais frequente ouvir pais e professores questionando o porquê das crianças em idade escolar não aprenderem.  Ou ouvirmos:

“Porque será que o filho do meu amigo e a filha da minha manicure aprende e meu filho não aprende?”

É importante prestar atenção para maneira peculiar e singular que cada criança ou jovem adolescente desenvolve a aprendizagem. Cada pessoa é única e incomparável.

Os fatores que intercorrem na não aprendizagem são de ordem específica ou multifatorial. E o que isso quer dizer? Quer dizer que uma criança pode apresentar um problema específico ou mais para não aprender.

Segundo Sara Paín (1985) – (Reimpressão 2008), podemos qualificar esses fatores como:

Fatores Orgânicos

Que diz respeito à saúde do corpo, adquiridos antes do nascimento no nascimento e após o nascimento. Ou seja, o funcionamento de órgãos que garantem ao esquema corporal sua coordenação no sistema nervoso central. (daí a necessidade da investigação neurológica) neste caso envolve todo o corpo humano incluindo aqui sono, alimentação,  condições de abrigo, hipomnésia, falta de concentração, entre outros.

Fatores Específicos

Que na verdade são chamados de transtornos, que muitas vezes confundem com o fator orgânico (corpo). Mas que de fato a relação é pouco ou nenhuma. Pois trata mesmo de situações que aparecem especialmente no nível da linguagem relacionadas a leitura e escrita propriamente ditas.

Fatores Psicógenos

O que interfere aqui vários fenômenos, aquilo que compromete o emocional. (luto, trauma, medo, perigo, angústia, entre outros).

Fatores Ambientais

Este é um fator que recai mais sobre problemas escolares do que sobre o problema da aprendizagem. Trata do meio ambiente material da criança. As possibilidades que o meio oportuniza em relação a quantidade, qualidade e a frequência de estímulos. Aqui interessa mais características da moradia, do bairro, da escola, do acesso ao esporte, lazer e cultura e dos meios de comunicação (jornal, rádio, televisão).

Sabendo-se que o problema do não aprender está voltado para a clínica infanto-juvenil, pois é onde a frequência dos problemas se evidência e na qual atuamos, não significa que não apareçam déficit de aprendizagem em jovens e adultos. Mas esta é uma reflexão para outro momento…

Cada criança tem sua forma de aprender, tem o seu estilo que é a singularidade de cada “ser”. Assim cada aluno apresenta um ou mais sintomas diferentes.

Mas e o que é o sintoma?

Sintoma é a manifestação do conflito existente neste “ser” e que cria uma barreira que o impede de aprender a leitura, a escrita, o raciocínio lógico e matemático. Ressaltando que a aprendizagem é de alta complexidade para a criança em fase escolar.

Assim, eu trouxe essa breve explanação para os papais e as mamães se conscientizarem que seu filho é único. Cada um aprende no seu tempo. O aprender é bastante complexo. Infere em vários fatores que se manifestam desde o nascimento até a fase adulta. Mas, de acordo com o diagnóstico o problema do não aprender pode ser corrigido ou amenizado.

E qual é a contribuição dos pais para ajudar neste momento da vida escolar do seu filho?

Uma das contribuições mais importantes é o vínculo que se cria entre pais e filhos. Assim, estabelecer uma rotina para dialogar, brincar, e observar o estilo do seu filho desde o nascimento até… para sempre.

Segue aí algumas dicas:

1 – No diálogo: observe se a pronúncia das palavras está correta. Se ele fala pouco ou fala muito. Observe se ele relata com clareza de compreensão como foi determinada brincadeira, como foi o passeio, como foi o dia na escola, como são os amigos, os gostos e preferências, outros.

2 – Na saúde: faça acompanhamento pediátrico de rotina. (inclusive exames laboratoriais); observe e informe ao médico, se a criança enxerga, ouve, fala, anda, corre, saltita, equilibra e segura objetos dentro do adequado. Sono tranquilo ou agitado, outros.

3 – Na escola: mantenha uma relação com a professora, observe cada atividade, olhe os cadernos. Observe como são os traçados, os riscos, a pintura, a escrita, a letra, a organização do caderno, o desenho, se usa muito ou pouco colorido, se conclui as atividades e se estas estão sendo corrigidas. Veja como seu filho se relaciona com os colegas (prefere amigos ou isolamento), outros.

4 – Em casa: estimule com conversas, brincadeiras, jogos. Observe como ele se comporta em relação aos seus brinquedos (cuidadoso, guarda, brinca). Observe como realiza sua higiene pessoal (precisa de ajuda). Observe como se comporta em relação aos jogos (aceita ganhar ou perder, apresenta: prazer, desinteresse, agressividade, aceita e acata as regras do jogo).

Para saber mais sobre a funcionalidade dos jogos na aprendizagem veja a matéria Você Sabe Como o Jogo Pode Contribuir na Aprendizagem? (clique aqui)

 

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Eliana Fonseca Lemes

Written by

Psicopedagoga Clínica Especialista em Aprendizagem Infantil.

Comments 11

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24 abril 2019 Responder

Minha querida amiga… parabéns pelo artigo, de suma importância para direcionar o olhar dos pais que se preocupam com a aprendizagem de seus filhos .

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27 abril 2019 Responder

Oi Rose querida, fico feliz de ter gostado do texto. Sua opinião é muito importante no meu trabalho. Obrigada! Um grande abraço.!

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25 abril 2019 Responder

Excelente! Muito esclarecedor! Obrigado pelo carinho que teve com filho!

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27 abril 2019 Responder

Oi Alessandra, obrigada vc! Saiba que todo carinho e profissionalismo dedicado aos aprendentes, faz parte do meu interesse e vontade que eles avancem na aprendizagem e enquanto pessoas humanas. Um grande abraço?

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26 abril 2019 Responder

Artigo muito útil e esclarecedor. Parabéns pelo trabalho e obrigada pelo carinho!

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26 abril 2019 Responder

Meus parabéns, matéria incrível e muito útil! Obrigada pelo carinho e dicas…

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26 abril 2019 Responder

Muito bacana e esclarecedora a matéria. Obrigada pelas dicas.

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4 maio 2019 Responder

Gostei muito do artigo, a psicoeducação é muito importante, esses pontos colocados aos pais são muito esclarecedores, a observação é realmente muito necessária para um bom diagnóstico e tratamento.beijos

Clínica Vitalità
6 maio 2019 Responder

Olá Lilian!! Que bom que o artigo foi útil. Achamos de máxima importância esse feedback para podermos tentar sempre esclarecer assuntos com relevância. Muito obrigada pelo retorno e continue nos acompanhando 🙂

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4 fevereiro 2020 Responder

Nem sempre são os filhos que não aprendem, existe e talvez você nem saiba disso, ja se pegou olhando para seus filhos, e pegou eles falando como você ou fazendo as coisas como você?
O filho reproduz muito do comportamento dos seus pais, que na verdade são sua referência. Os pensamentos e o comportamento dos filhos inicialmente, funcionam como uma repetição daquilo que eles veem e experimentam.Por exemplo: Você começa a sair e se relacionar com outro homem que não seja seu marido seus filhos estão vivendo essa experiência. Talvez não falem mas certamente pensam, vendo a mãe ficando com outro homem!
Fica a dica Dra. Eliana Fonseca é um tema muito interessante principalmente para os pais que vivem essa situação com seus filhos.

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18 setembro 2021 Responder

Você não esta qualificada, está fora do contexto uma pessoa que tem um relacionamento conjugal, familiar, social como é a sua vida ainda se acha no direito, rostinho bonito não dura para sempre. Assim como as mentiras.

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